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Caveiras

Fraude ou inc贸gnita cient铆fica. Os mist茅rios das caveiras de cristal

Misterio das caveiras de cristal

A lenda das Caveiras de Cristal

Um desses arque贸logos amadores, Frederick Albert Mitchell-Hedges, estava em Belize 鈥 na 茅poca Honduras Brit芒nica 鈥 rastreando a cidade maia de Lubantuum com a sua filha adotiva 脿 procura de vest铆gios deixados pelos antigos atlantes. Mitchell Hedges, que ganhava uma fortuna desde muito cedo como corretor de a莽玫es em Wall Street, decidiu dedicar sua vida e suas economias para desvendar os mist茅rios que se escondiam nas grandes selvas da Am茅rica Central, numa 茅poca na qual a hist贸ria oficial andava de m茫os dadas com as teorias mais inusitadas. Seria sua filha Anna, que, explorando em uma c芒mera secreta no templo de Lubantuum, foi atra铆da por um brilho estranho que a deixou muito agitada.

Quando ela segurou em suas m茫os o objeto de onde veio o brilho, ela p么de comprovar que se tratava de uma caveira perfeita feita, uma caveira de cristal de quartzo e em perfeitas condi莽玫es. Quando subiram com a corda, o cr芒neo foi levantado pelo seu pai, causando gritos de alegria e rever锚ncias dos 铆ndios que os acompanhavam. Era o ano de 1927.

Apesar da poderosa 茅tica do explorador, que tudo que desenterrava doava ao Museu Brit芒nico, ele decidiu conservar essa pe莽a 脿 qual atribuiu caracter铆sticas m谩gicas desde o primeiro momento. Argumentava que, olhando diretamente aos seus olhos, poderia alcan莽ar um estado mais elevado de consci锚ncia e inclusive prever o futuro. Ele costumava dizer que um jornalista entrou em transe quando segurava ela, bem como que o objeto punia todos que zombavam de seus poderes. Ele a batizou com o nome de 鈥淐aveira do Destino鈥.

Como se isso n茫o bastasse, uma antiga lenda maia alimentava o mist茅rio da caveira de cristal. De acordo com as cren莽as dessa cidade, h谩 um total de 13 caveiras m谩gicas espalhadas pela Am茅rica do Sul que foram esculpidas nos 13 mundos habitados pelos os seres humanos. A raz茫o pela qual as caveiras est茫o atualmente na Terra seria ajudar o homem em sua busca de conhecimento, porque quando todas forem encontradas e colocadas juntas, elas revelar茫o conhecimentos tecnol贸gicos que perdemos h谩 milhares de anos atr谩s. A suposta origem extraterreste desse cr芒neo ati莽ou a imagina莽茫o dos arque贸logos e o ceticismo dos cientistas, que desejavam comprovar sua origem fraudulenta.

Embora a descoberta de Mitchell-Hedges tenha sido muito famosa pela qualidade do material do objeto, a verdade 茅 que j谩 existiam outras caveiras de cristal expostas em diferentes museus e em fundos privados. A caveira 鈥淓T鈥 foi descoberta na Guatemala em 1906 e foi batizada assim pelo seu cr芒neo longo que lhe d谩 uma apar锚ncia 鈥渘茫o humana鈥. No Museu do Homem de Paris h谩 outra pe莽a, tamb茅m de quartzo, que mostra um duto vertical no centro, provavelmente para ser usada como cajado de um bast茫o cerimonial. A caveira de Londres, exposta no Museu da Humanidade, foi adquirida na joalheria Tiffany鈥檚 em Nova York, que estava na loja ap贸s sua aquisi莽茫o em um leil茫o.

Estes s茫o alguns dos cr芒nios mais importantes, apesar de existir documentos de alguns outros com paradeiro desconhecido; n茫o nos esque莽amos de que no in铆cio do s茅culo XX foram grandes anos para os saqueadores de tesouros e contrabando de obras de arte antigas.

A grande maioria desses objetos foi catalogada como pr茅-colombiana e exposta como tal, mas nos anos 70, uma nova onda de sentimento “New Age” fez com que a popula莽茫o se interessasse mais uma vez pela a propriedade das caveiras. Gra莽as 脿s novas tecnologias, os laborat贸rios tinham melhores meios para datar objetos antigos, embora n茫o atrav茅s do carbono 14, j谩 que o quartzo 茅 inorg芒nico, mas sim, atrav茅s de radiografias e an谩lises microsc贸picas que poderiam elucidar como foram esculpidas, nos dando o per铆odo que foram preparadas. Ap贸s a morte de Frederick Mitchell-Hedges, sua filha Anna decidiu entregar a caveira aos laborat贸rios da Hewlett-Packard para an谩lise. O que eles descobriram fizeram com que eles ficassem atordoados; a caveira n茫o era poss铆vel ter sido esculpida com as ferramentas dispon铆veis para os antigos maias, dado o n铆vel de perfei莽茫o dos encaixes. Um dos investigadores exclamou de forma literal: “Esse maldito tro莽o nem deveria existir”. Claro, os cientistas contaram que se tratava de um aut锚ntico objeto pr茅-colombiano e n茫o especularam que era uma escultura moderna. Anna pegou seu cr芒nio sem permitir uma investiga莽茫o mais aprofundada. Isto foi seguido por anos de controv茅rsia e dissens茫o cient铆fica.

Finalmente, ap贸s a morte de Anna Mitchell-Hedges em 2007, foi poss铆vel analisar a caveira pelos m茅todos mais modernos, que inclu铆am o uso de luz ultravioleta, tomografia computadorizada e um microsc贸pio 贸ptico. Ap贸s quase um s茅culo de controv茅rsia em torno da caveira de Mitchell-Hedges, o mist茅rio foi revelado: ela havia sido esculpida por ferramentas rotativas modernas, possivelmente na d茅cada de 1930, mesmo ap贸s sua descoberta, que 茅 suspeita mesmo que venha a ser um engano. Tudo indica que Federick a adquiriu em um leil茫o em 1943, criando depois o mito sobre sua descoberta, liter谩rio demais para ser confi谩vel. A an谩lise do resto das caveiras gerou um resultado lapid谩rio; elas tinham sido esculpidas por uma t茅cnica moderna muito semelhante. Hoje, todos os cr芒nios de cristal s茫o considerados fraudulentos com o consequente desd茅m da comunidade cient铆fica em rela莽茫o 脿 figura do explorador, aventureiro, escritor e arque贸logo Frederick Mitchell-Hedges.

As caveiras de cristal est茫o de volta 脿 moda com o novo filme de Indiana Jones, de Steven Spielberg, e abre novas quest玫es: as caveiras nunca poderiam ser realmente datadas, apenas 茅 especulada a data de sua escultura pela tecnologia que lhe foi empregada; al茅m disso, existem muitas outras caveiras de diferentes minerais e dif铆ceis de serem datadas, muitas delas ainda escondidas. Vamos nos deparar com alguma outra surpresa?

 

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